Na verdade o professor nos dias atuais, deva estar atento a todas as mudanças, para acrescentar seus conhecimentos e saber utilizar estrategicamente as informações que recebe graças a essas inovações tecnológicas, entretanto muitos conhecimentos que podem ser proporcionadas aos alunos atualmente não apenas deixaram de ser verdades absolutas em se mesmas, saberes insubstituíveis, como passaram a ter data de validade, do mesmo que qualquer outro alimento acondicionado pronto para o consumo.
Embora se diga que vivemos em uma sociedade do conhecimento, o acesso a esse conhecimento culturalmente gerado não é fácil, como mostram as crises permanentes vividas por nossos sistemas educacionais, as voltas com demandas cada vez maiores de alfabetização. Quem não pode ter acesso as múltiplas formas culturais de representação simbólica socialmente construídas, está socialmente, economicamente e culturalmente empobrecido. Em síntese, na sociedade da aprendizagem, converter esses sistemas culturais de representação em instrumentos de conhecimento, requer apropiar-se de novas formas de aprender e de relacionar-se com o conhecimento. Esse é um dos maiores desafios a ser enfrentados por nossos sistemas educacionais nas próximas décadas. Portanto, mudar as formas de aprender dos alunos requer também mudar as formas de ensinar de seus professores. Por isso, a nova cultura da aprendizagem exige um novo perfil de aluno e de professor , exige novas funções discentes e docentes, as quais só se tornarão possíveis se houver uma mudanças nas concepções profundamente arraigadas de uns e de outros sobre a aprendizagem e o ensino para encarar essa nova realidade da cultura de aprendizagem.
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